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E o Playbook, como está?


O ano de 2011 não tem sido fácil para a Research in Motion (RIM), fabricante dos smartphones BlackBerry. A empresa perdeu, pela primeira vez, 10% de sua participação de mercado em outubro nos Estados Unidos, de acordo com a consultoria Canalys, e vendeu menos tablets Playbook do que esperava.
Diante disso, até houve uma promoção e queda de preço para desovar os aparelhos, e para piorar, o serviço BlackBerry Messenger ficou fora do ar por alguns dias.
Mesmo com estes acontecimentos negativos, o otimismo (ou marketing?) vai bem por lá, pois seus executivos afirmam que há um crescimento em negócios em todo o mundo.
Entre o final de 2010 e junho de 2011, a participação da RIM no mercado global caiu de 16% para 12% segundo dados da consultoria IDC. O resultado só não foi pior porque a empresa se mantém forte em regiões onde o mercado de smartphones demorou mais para se formar. No Brasil, segundo a IDC, a RIM continua entre os quatro maiores fabricantes.

A extensão da marca Apple


Grande marca, grandes desdobramentos...

Comércio cresce e diversifica na área mobile


Palestra ocorrida no congresso do Fórum Mobile +, no dia 8 de setembro às 14h, com o título "M-Commerce e NFC: Novas fronteiras do comércio digital" trouxe pontos de vista interessantes sobre vendas por celulares. Para falar sobre o assunto foi chamada a gerente de marketing do Grupo Pão de Açúcar, Andrea Dietrich, e o presidente da Minucom, de marketing mobile, Leandro Capozzielli, mediados pelo diretor de tecnologia da GDBurti, Gustavo Ullman. As apresentações não foram voltadas apenas para smartphones, discutindo a implementação de estratégias em celulares comuns.


Capozzielli falou sobre estratégias de marketing e propaganda mobile. "Campanhas de ativação e fidelização que dão recargas como prêmio funcionam" disse o palestrante. Quebrando o paradigma dos smartphones, que estão em alta para classes A e B, Leandro Capozzielli lembrou que a maioria dos celulares não suporta MMS e que o Brasil ainda possui mais comunicação por SMS. "As empresas devem patrocinar não só quem usa os iPhones e os BlackBerries, mas também os aparelhos da classe C, distribuindo essa inovação, essa riqueza".

O representante falou sobre outras estratégias como minutos bônus. Para ele, o tempo é facilmene implantável, além de ser barato. No entanto, apesar do controle das operadoras, os clientes preferem gratificações em recarga de créditos. E sentenciou: "Quanto mais simples a atuação do marketing, mais pessoas serão atingidas".


Andrea Dietrich falou sobre a formação do GPA Digital dentro do Grupo Pão de Açúcar, que tem implementado soluções tecnológicas cada vez mais diversificadas para a rede de supermercados. "Fazer o cliente comprar pelo aplicativo de celular é um grande canal de fidelização" frisou. A empresa fez dois aplicativos para iPhone e iPad para o serviço Pão de Açúcar Delivery, voltado para classes A e B. Para os donos de celulares mais populares, mas com GPS, eles disponibilizaram uma aplicação de localização de mercados Extra mais próximos.


Com uma discussão aberta de estratégias também para a telefonia básica, chegando aos smartphones de consumidores mais elitizados, a palestra foi uma lição que as estratégias de comércio mobile devem se diversificar. Essa necessidade se faz tanto pela diversidade de tecnologias ao alcance dos clientes quanto pela natureza do mercado de telefonia brasileiros. É um equívoco investir apenas em smartphones, embora, em breve, eles chegarão à posse de mais e mais pessoas.