Kinect: O futuro da Microsoft na tecnologia?


O anúncio do Kinect como um controle "sem controle", detectando os movimentos corporais para os games do console Xbox 360, promete trazer uma mudança além da E3 deste ano. As associações da câmera 3D da Microsoft com o Wii Mote, que mudou a jogabilidade da Nintendo, incrementando a experiência casual com jogos casuais, foram inevitáveis. Em julho, mês passado, tivemos a chance de testar gratuitamente o Kinect no Festival do Japão, em São Paulo, durante a exibição do Deca Sports da Hudson Soft, um game com todas as características que atraem quem está fora dos games: Um simulador esportivo de fácil jogabilidade.

No entanto, as ambições da empresa de Bill Gates são maiores. O Kinect foi exibido também como um identificador de voz e microfone para quem estiver na sua frente. A navegação na Live, rede online do Xbox 360, pode ser feita detectando movimentos de gestos do seu corpo. A possibilidade do acessório ser compatível com PCs convencionais também é cogitada, considerando que os joysticks antigos do console Xbox funcionam em computadores.



O Kinect seria, então, uma inovação semelhante ao touchscreen do iPhone. Fugindo do convencional, apesar de utilizar elementos já presentes nos videogames, a Microsoft pode estar dando um passo definitivo para interações mais próximas entre homem e máquina. Combinar voz, movimento corporal e comandos intuitivos pode ser um passo para conectar melhor os usuários com grandes sistemas. E a interatividade é comprovadamente uma tendência em expansão no mercado, vide investidas notáveis como o filme Avatar, um sucesso de bilheteria que superou Titanic nos cinemas, ao abusar de efeitos 3D em altíssima resolução.

Após o problemático sistema operacional Windows Vista, além dos atuais problemas em competir com a Apple, Google e Blackberry nos smartphones, talvez o cenário propício para a empresa criada por Gates é realmente o de inovação na informática.

E essas possibilidades comprovam: Os videogames ditam muitas das tendências mais sérias na tecnologia, como a navegação, no caso do Kinect.

Foto da AllThingsDigital que mostra, de maneira caricata, a revolução que a Microsoft pode trazer

Texto inspirado em outro do site da WIRED.

3 comentários:

Priscila Jordão disse...

Texto inspirado em @priscilajordao COF COF. Ficou legal :) Queria saber melhor como vc imagina essa influência do Kinect sobre a computação... Nós dando ordens por voz ao computador? Nós fazendo gestos para comandá-lo? Imagina a gente tentando coçar o nariz na frente da tela e o PC entendendo isso como um comando Scroll?? hahaha * viagem *

Pedro Zambarda disse...

hahahahaha Valeu pelo Link da Wired.

Essa conferência Jobs/Gates parece um teste do Kinect mesmo. Bill Gates viajado levantando mãos e pés.

Pedro Zambarda disse...

hahahaha, eu imagino a gente comandando por voz não, foi isso que eu vi, de fato, na conferência da E3 sobre o Kinect.

O desafio da Microsoft é fazer que o sensor não confunda os comandos. E que os comandos estejam claros para quem for usar o Kinect. Mesmo que a grande maioria seja sedentária com tecnologia, essa tendência, junto com o 3D, tende a mexer mais com o usuário.

Dá pra imaginar um browse na internet desse jeito. Estendendo a mão para clicar em links e acionando programas com a voz.