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O desespero para se ter um iPad



Parece até aqueles filmes, onde pessoas quando passam por necessidade extrema (falta de alimento) começam a saquear supermercados, roubar uns aos outros, e não se respeitarem mais.
Algo, digamos “parecido”, aconteceu na China, por conta das vendas do iPad 2.
Algumas lojas de Pequim se tornaram um ringue entre os funcionários das revendedoras Apple e os ansiosos compradores.

O site MyChinaViews informou que um dia após o lançamento da segunda geração do tablet da Apple, a Sanlitun, revendendora da companhia norte-americana, foi forçada a fechar as portas temporariamente no sábado (7/5) depois de um conflito violento entre os chamados cambistas e funcionários da loja. Esses cambistas compram o iPad 2 e revendem o aparelho por um preço maior em regiões nas quais o tablet está indisponível ou ainda não chegou.
Entretanto, de acordo com informações da agência EFE, a confusão teria começado por causa de pessoas que tentaram furar a fila, deixando duas pessoas feridas. A agência afirma que um homem “estrangeiro, com uniforme da Apple teria usado um pedaço de pau e punhos”, para agredir aqueles que tentavam tomar lugar de outros clientes na fila, o que teria quebrado uma das portas de vidro da loja.
A Apple afirmou em nota que a loja teve que permanecer fechada para proteger funcionários e clientes, e impedir que o grupo que estava causando o tumulto entrasse. “A segurança de nossos colaboradores e clientes é nossa maior prioridade”, afirmou a companhia. Outro incidente, desta vez envolvendo a venda do iPhone 4 branco, lançado há pouco tempo no país, teria sido o estopim para os conflitos deste sábado.
De acordo com informações de uma testemunha, um homem que teria tentado furar a fila três vezes foi dominado pelos seguranças da loja e levado para fora, o que teria motivado os funcionários a fecharem as portas.
Vai que um negócio desses acontece aqui no Brasil...

Brasil, a bola da vez para o mercado de tablets



A chegada de uma fábrica (leia-se Apple) de R$ 20 bilhões para produzir tablets no Brasil deverá acelerar a tendência de queda nos preços desses produtos no País. Hoje esses aparelhos costuma custar mais de R$ 1,5 mil. A Motorola lançou ontem mesmo um novo equipamento por R$ 1,9 mil. Mas, em breve, o governo espera ver tablets vendidos a preços a partir de R$ 500 no varejo.

O preço desses produtos varia bastante, mas o governo espera que eles sejam reduzidos em média em 30% por conta das desonerações fiscais que foram levadas a audiência pública e devem ser publicadas oficialmente em cerca de um mês.São tantas as variações possíveis em um tablet – os mais vendidos no mundo são o iPad, da Apple, o Xoom, da Motorola, e o Galaxy Tab, da Samsung – quanto em um computador comum.

O governo quer criar uma indústria nacional desses equipamentos para fornecer para escolas e consumidores em geral no país e até para exportar. Depois de muito negociar com fabricantes nacionais, no mês passado o grupo educacional Estácio acabou decidindo por importar 6 mil desses produtos em vez de comprar daqui. Foi fechado um acordo com a Semp Toshiba para adquiri-los a preços abaixo de R$ 900, segundo a assessoria de imprensa da Estácio.

O modelo - de 10 polegadas, processador com 2 núcleos, acesso à rede Wi-Fi, modem 3G, plataforma Android, câmera, entrada USB e saída HDMI - é programado especialmente para a Estácio, que pretende levar o equipamento a todos os seus mais de 200 mil alunos e professores em um prazo de 5 anos.

Além da Foxconn, a brasileira Positivo também promete, para o segundo semestre deste ano, o lançamento de um tablets feito no país. O preço ainda é desconhecido. A Positivo já é fornecedora do governo em programas como o Um computador por aluno, pelo qual se comprometeu a entregar 600 mil notebooks a Estados e municípios com acesso a financiamento do BNDES. A empresa, que possui o capital aberto em bolsa está em período de silêncio e não confirma a data do lançamento.

De acordo com o IG, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, alega que há expectativa para que outras empresas, além da Foxconn e da Positivo, tenham interesse em produzir tablets no Brasil com esses incentivos. Entre elas, o ministro cita a Motorola e Samsung.

Porém, parte relevante da responsabilidade por oferecer incentivos fiscais e levar a um menor preço final dos produtos é dos Estados, que cobram o ICMS da produção e da venda de internet banda larga para os usuários do aparelho. Em São Paulo, entre outros estados, há também projetos para se oferecer isenções na produção, por isso a expectativa de que a Cidade Inteligente a ser instalada pela Foxconn fique nesse Estado.

Fonte: IG Tecnologia

Quem é o público de iPad?



Uma pesquisa feita entre março e maio deste ano pela empresa MyType com 20 mil pessoas tentou determinar o público do iPad . Os resultados foram interessantes.

Segundo as estatísticas, e perguntas qualitativas, os donos que mais apreciaram o iPad são pessoas sofisticadas, com alta educação e inclinação às finanças e aos negócios. Por outro lado, os maiores críticos dos tablets da Apple são pessoas que não possuem o produto. No entanto, ao contrário do que se possa pensar, esse público que não tem o iPad é constituído sim por geeks, que querem ser independentes da marca de Steve Jobs, com gosto por outros gadgets tecnológicos.


Ou seja, os maiores comentadores do tablet, segundo a MyType, são pessoas ligadas à tecnologia. Quem está fora desse universo, não está comentando. E os embates sobre a marca Apple com o iPad ocorrem entre os fanboys e aqueles que querem procurar alternativas, como o Android, por exemplo. Alguém duvida que esse resultado é reflexo da expansão do mercado mobile?

Veja abaixo, mais estatísticas detalhadas das pessoas consultadas pela pesquisa:


Fontes: TÚAW e WIRED