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Para relembrar: iPad, de desacreditado a cobiçado



No começo, muitos desacreditaram no iPad, por inúmeros pontos: "não roda em flash", "não tem entrada USB", "é muito grande, prefiro o iPhone, mesmo", "cadê a câmera?". Enfim...
Pouco mais de 1 ano se passou, e hoje, esse aparelho desacreditado lá no início é desejo de consumo de milhares de pessoas no mundo inteiro.




E você, o que acha?

"Um blog de cultura gadget"


Você pode ter achado bizarro o comportamento do blog Gizmodo no caso do vazamento do protótipo do iPhone 4, mas certamente viu as matérias deles na internet. Certamente acha algumas das manchetes que eles publicam igualmente estranhas e engraçadas, assim como as montagens com personagens de Family Guy. Mesmo criticando o site, é inegável sua contribuição para a cobertura de tecnologia na internet.

A frase do título é do repórter Brian Barrett. Graças a coberturas do Gizmodo e dos diversos sites inspirados em seu trabalho, temos uma verdadeira cultura geek e de gadgets no jornalismo tecnológico, entre o público e os criadores de conteúdo. Smartphones, computadores de última geração e usos criativos da internet foram difundidos. E toda essa mudança começou em 2002.

Criado por Peter Rojas, que, por divergências com o grupo Gawker Media, saiu do site e fundou o Engadget em 2004, um dos principais concorrentes do Giz. E, com toda essa concorrência, mesmo com equívocos cometidos com a Apple no caso do protótipo vazado, todos saem ganhando com informação.

Conheça o Giz: http://www.gizmodo.com/ (com versão em português)

Veja o vídeo de divulgação:

Você lembra? 25 anos da crise de Steve Jobs na Apple


Em 1985, após o lançamento do primeiro Macintosh, Steve Jobs entrou em disputa com outro candidato a CEO, John Sculley, e foi demitido da Apple. Essa briga diminuiu o espaço da maçã no mercado, frente aos PCs, e moveu Steve para uma empresa própria, chamada NeXT. Essa empresa diferente competiu com a Apple e, depois, inspirou a criação do Mac OS X.

No mesmo dia de setembro, 16, há exatos 13 anos, Steve Jobs voltou para a Apple. Com esse retorno, estava preparado, a partir de 1997, a revolução que seria o iPod, em 2001.

Essas brigas e movimentações não estão ligadas diretamente com o iPhone, mas alguém tem dúvida que o smartphone da maçã só surgiu graças à administração de Steve Jobs?

Fonte: MacMagazine

A história do Android


Lendo hoje a revista Exame lançada no começo de agosto com o título O Google vai a guerra, decidi explicar a história do Android para situar melhor a atual competição no mercado de smartphones. Apesar de muitos conhecerem o sistema mobile da Google, a matéria exibiu o que motivou a ideia de se disseminar entre os novos celulares e gadgets móveis.


O robô da empresa fundada pelos jovens Sergey Brin e Larry Page veio de uma liderança mais velha na companhia. Com currículo de peso na área de tecnologia, com passagens na Xerox, Bell Labs e Novell, Eric E. Schmidt impressionou a Google e foi chamado para coordenar o empreendimento, tornando-se CEO ainda em 2001. A administração da gigante de pesquisas na internet funcionava em uma espécie de triunvirato, concedendo poderes iguais para Brin, Page e Schmidt.

Com todo esse prestígio nos negócios, Eric foi chamado em agosto de 2006 para a Apple de Steve Jobs. Entre as duas companhias, o empreendedor fez uma aliança que aproximou modelos de negócios diferentes no ramo tecnológico. A Google aproximou todo o seu know-how de internet com a grande qualidade de design, programação e construção de hardware da maçã. Fez o que já realizava com diversas empresas que desejavam proximidade do seu modelo de publicidade consolidade, com Adsense, Adwords e toda a melhora no algoritmo do Google Search.

O problema veio no ano seguinte. Em 2007, Jobs apresentou ao mundo o iPhone. Schmidt tinha lugar entre os diretores da Apple, uma posição de prestígio. No entanto, com a expansão no mercado de celulares, Jobs não queria mais permanecer na venda de computadores e players de MP3. O iPhone iria mudar a forma de abordar a internet, funcionando de forma muito mais customizada por aplicativos, ao invés da navegação pela web, dominada pelo Google.

Em outubro de 2008, a primeira empresa de Schmidt anunciou o sistema Android para smartphones. HTC, Motorola e diversas marcas estão desenvolvendo gadgets para esse sistema, que tem seu código fonte aberto para customização, diferente do perfil da concorrência. No ano seguinte, Eric deixou Steve Jobs e mudou o perfil do Google. Nitidamente, a empresa quer deixar de abordar apenas a internet para tomar o mercado por completo hoje, mesmo que, com isso, se perca muitas de suas reservas. Jobs possui o mesmo objetivo. Pelos dados anuais do Android, como seu crescimento de mais de 800% do ano passado para este, a empreitada de Schmidt está dando certo.

Por 2 anos, o iPhone e seu sistema operacional, o iOS, dominaram o nicho dos smartphones pelo mundo. 2010 é um ano de virada para a Google, mesmo que, inicialmente, a Apple ainda esteja na liderança. Essa é a história do Android: Nascido para conflitar com as ambições de Steve Jobs, compactuando com a visão de negócio de Eric Schmidt. São homens desses em conflito que estão tornando o mobile uma realidade.

Agradecimentos à matéria da Exame de outubro, que me mostrou a relevância do assunto Android para o mundo do empreendedorismo. E o maior beneficiado nesse conflito, sem dúvida, é o consumidor.

O que é o touch e o touchscreen?


Você quer saber o que é tecnologia touch?

Vamos voltar no tempo e explicar esse assunto, que é foco neste blog.

Assim como qualquer criação tecnológica, a tela sensível a toque foi a invenção de um homem. E também de uma empresa. Há quase 40 anos, o doutor Samuel C. Hurst, ligado à Universidade de Kentucky, desenvolveu, com uma equipe de alunos, um gadget chamado Elograph. A invenção era uma tela eletrônica sensível ao desenho feito por canetas. Algumas máquinas passaram a imprimir tudo o que era feito na tela.

A invenção do Elograph deu origem à empresa Elographics, que se especializou em telas sensível ao toque que fossem inteiramente eletrônicas.

Sam Hurst, o inventor de Kentucky, é o homem à esquerda
Está sendo demonstrado o Elograph


No entanto, o uso da primeira touchscreen era no setor industrial norte-americano no começo de sua história. Elographs foram vendidos para a indústria téxtil de Dalton, na Geórgia, para dimensionar o tamanho de tapetes. Em 1974, foi desenvolvido a primeira tela sensível ao toque transparente, com uma camada mais fina de detecção eletrônica do toque de canetas.

A criação de Sam Hurst só ganhou relevância em 1975, com a integração do touchscreen em terminais de computador. Em 77, foi desenvolvida a tela resistiva, repleta de "pontos de toque", que é o modelo dos palmtops e suas canetas de tipo stylus.

O Elograph

Com a febre dos PDAs iniciada em 1992, principalmente pelo Newton da Apple, forçou a Elographics a trocar seu nome para Elo TouchSystems, que existe até hoje.

O que é o touch e o touchscreen?

Foi uma invenção voltada para o setor industrial americano, que surgiu de experimentos com telas equipadas com circuitos. Hoje, é uma tecnologia que revolucionou a telefonia celular no iPhone, em 2007, e está migrando para a computação pessoal, com o iPad neste ano.

Fontes: Elo Touch, About.com e Wikipédia

Formação do profissional dos games no mercado brasileiro



Dia 16 deste mês, o redator deste blog, Pedro Zambarda, foi convidado para palestrar em no simpósio Etapas e importância na formação do profissional de jogos eletrônicos do evento SP Game Show, dentro Anime Friends. Falou-se, na palestra, com representantes dos cursos de jogos digitais de São Paulo e do Rio de Janeiro, sobre a importância de uma formação especializada em games para programadores e designers. Pedro, junto com outros jornalistas presentes, falou das possibilidades de trabalho com blogs, revistas de videogames e assessoria de imprensa que as empresas e o público de tecnologia precisam hoje.


Palestra contou com aproximadamente 30 pessoas presentes.

A discussão tomou uma direção pessimista ao colocar em pauta que programar e desenvolver games resulta no abandono da jogatina, ou seja, para ser criador de um jogo, seria preciso deixar de ser gamer. Levantou-se a falta de criatividade na criação de games e advergames. E, para conseguir referências, é necessário sim jogar, estar sintonizado com comunidades online e saber transformar a paixão por um produto em outro projeto, e uma inovação tecnológica.

Para conhecer sobre o mercado nacional, uma grande tendência é a produção de aplicativos para celulares e smartphones. No caso do iPhone e aparelhos com Android, os jogos devem ser criados em sincronia com a interação touch com a tela desses gadgets, uma tendência forte da atualidade.

Devemos ter cada vez mais empresas com vontade de investir seriamente em jogos. No Japão, a indústria de games não era consolidada nos anos 1980 e tinha a Sega como uma representante americana em seu território. A Nintendo, com ajuda da genialidade do engenheiro Gumpei Yokoi, migrou do mercado de jogos de cartas para o de fliperamas, que explodiam nos Estados Unidos. Com ainda mais o talento de homens com Shigeru Miyamoto, a empresa nipônica conseguiu criar memoráveis personagens como Mario e fazer história nos aparelhos domésticos voltados aos games.

Confira mais detalhes da palestra no SP Game Show no site do evento.

História dos smartphones




Relembrando o post anterior, da história PDAs, hora de falar do começo dos smartphones e seu desenvolvimento desde 2002. Feito pela canadense Research In Motion (RIM), o Blackberry foi o primeiro aparelho a reunir o que concebe um telefone inteligente hoje: um celular eficiente com recursos multimídia como acesso à internet wi-fi, programas de armazenamento de dados e outros programas próprios, como GPS.


Blackberry foi revolucionário porque, ao contrário de outros fabricantes de celular, a RIM investiu apenas na melhoria de seu único modelo, melhorando seu desempenho e agradando, principalmente, o público executivo que gosta de celulares complexos, mas ainda preso aos botões.


Mas a grande revolução, que firmou os smarts no mercado, veio em 2007 com o iPhone. A graça dele não era as funções que já existiam no Blackberry, como conexão com a internet ou os dados salvos, mas a tela de toque e multitouch junto com a Apple Store, que firmou aplicativos no mercado. Com preços que variam de centavos até US$20, o usuário passou a ter acesso a um universo de programas úteis para um aparelho móvel completo.

Um vídeo educacional explica a relação dos smartphones com os antigos gadgets de mão e fornece todas as datas de lançamento. Você pode conferir esse material logo abaixo, para curtir seus aparelhos touchs e não touchs favoritos no mercado de telefonia hoje.


A história dos falecidos PDAs touch




Considerados pais dos atuais smartphones, os PDA - Personal Digital Assistant, conhecidos no Brasil pelo nome palmtop - tiveram um desaparecimento neste ano, com a compra da empresa Palm pela HP, além da expansão do iPhone. Abusando da caneta stylus, esses aparelhos foram, nos anos 90 e no começo dos 2000, objetos que contribuíram para difundir o touchscreen entre os gadgets de mão pelo mundo.




A Apple foi pioneira, além no smartphone touch, também na área de PDAs. Em 1992, eles criaram um aparelho de mão chamado Newton. O problema do gadget é que, apesar de caber na palma da mão, ele era grande demais para entrar nos bolsos, com largura além da extensão dos dedos. Empresas como a Nokia e, especialmente, a própria Palm transformaram o aparelho num fenômeno da computação móvel, permitindo arquivamento de informações, escrever dados e até conexão com a internet wi-fi, desenvolvida ao longo do tempo.

Apple Newton: começo dos PDAs com problema de tamanho

A morte dos palms veio com nome em 2001, com o surgimento do Blackberry da RIM. Com a sutil diferença de não precisar de uma caneta stylus, e fazer as mesmas funções, o aparelho criou um novo mercado de celulares com recursos multimídia. A ideia de tornar um computador portátil tornou-se obsoleta, pois a telefonia mantinha as características tecnológicas integradas com chamadas de voz estáveis.

Abaixo, você pode conferir um resumo da história dos PDAs. O vídeo de Youtube foi elaborado pelo programa de TV americano TechNow e conta a trajetória de maneira descontraída.